domingo, 5 de junho de 2011

Em Sampa: circuito "Estação da Luz" - tour de 4 horas aprox.

A cidade de São Paulo oferece muitas atrações turisticas: restaurantes, parques, bares, baladas, locais específicos para compras, etc... Tem para todos os gostos. No entanto alguns lugares passam desapercebidos pelos visitantes e até mesmo para os próprios paulistanos.
Sempre quando recebo algum conhecido, costumo realizar um passeio por uma parte pouco apreciada, mas que valorizo por inúmeras razões, especialmente pelo seu conteúdo histórico.

O ponto de partida é a Estação da Luz, pode-se chegar nela de metrô ou trem, dependendo de sua localidade. 

A partir daí todo o roteiro é realizado à pé mesmo, todos os pontos ficam um ao lado do outro.

1 - Estação da Luz:

 A estação foi construída no fim do século XIX com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se constituir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiaí, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo. Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica para o país: por ali passava o café a ser exportado no porto de Santos, assim como também ali chegavam bens de consumo e de capital importados que abasteciam a cidade (em uma fase ainda pouco industrializada).



2 - Museu da Língua Portuguesa:

Instalado no complexo da Estação da Luz, o museu se destaca dos demais pela interatividade que mantém com os visitantes. Exposições, filmes e cenários sempre destacando grandes autores e obras da literatura brasileira. Vale a pena. O passeio é dinânico e além de não ser cansativo o visitante nem percebe o tempo passar.




 3 - Parque da Luz

Em 1798, o Parque da Luz foi inaugurado como Jardim Botânico. Depois de reformado, foi inaugurado em 1825 como o primeiro jardim público da cidade. Dez anos mais tarde, o presidente da província Rafael Tobias escrevia em seu relatório: "Continua-se a trabalhar no Jardim estabelecido nesta cidade; ainda que seja uma despesa que mais toca ao agradável do que ao útil, não se pode dispensar, uma vez que ele já serve de recreio aos cidadãos em certos dias, e não é conveniente abandonar uma obra começada, perdendo-se o que está feito". 
Com a degradação da região central da cidade, partir da década de 1970, o Jardim da Luz ficou praticamente entregue à prostituição, tráfico de drogas, contrabando e outras atividades criminosas. A população afastou-se do local, considerado perigoso. No final da década de 1990, entretanto, o governo assumiu a recuperação do Jardim da Luz. O coreto foi restaurado, bem como o lago e os caminhos. O lugar recuperou o seu caráter público; ali crianças, jovens, namorados e idosos podem esquecer o tumulto da cidade e realizar um agradável passeio entre árvores majestosas e esculturas de artistas brasileiros.
Uma ótima parada para um pique-nique!


4 -  Pinacoteca do Estado:
 
É o museu de arte mais antigo da cidade e certamente um dos mais importantes do país. Nasceu no prédio inicialmente construído para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Por isso, a história da Pinacoteca confunde-se em seus primórdios com a implantação do Liceu, e sua presença no edifício – conturbada por uma série de eventos históricos, como os conflitos de 1930 e 1932, além de reformas – alternou-se com transferências temporárias para outros locais, como o prédio da Imprensa Oficial e o pavilhão no Ibirapuera.
 
5 - Estação Pinacoteca (Memorial da Liberdade):

Construído em 1914, o edifício atualmente ocupado pela Estação Pinacoteca foi concebido para abrigar armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana que, com seus 108 quilômetros de extensão, interligava São Paulo a Sorocaba. Com a conclusão, em 1938, de novas instalações da companhia ferroviária, o edifício, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, foi colocado à disposição do Estado. Após reformas, o edifício passa, em 1939, a abrigar o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops) de São Paulo, órgão de repressão política que teve o ápice de suas atividades durante o regime militar (1964-1985). Após o fim do regime e a extinção do órgão, o edifício passa a abrigar a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), até 1997, quando seu controle é transferido para a Secretaria de Estado da Cultura. Por sua importância histórica e arquitetônica, o prédio é tombado como um bem cultural, em 1999, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
Visita obrigatória! 


 

6- Sala São Paulo:

O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. Existem visitas monitoradas gratuitas.
 


http://www.osesp.art.br/portal/paginadinamica.aspx?pagina=asalasaopaulo

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Observações Importantes: Aos finais de semana a região fica muito calma comparada a "loucura" e agitação em dias úteis. Por outro lado, infelizmente a área não oferece tanta segurança, ainda é comum observar prostituição e usuários de drogas pesadas (crack - a Crackolândia fica bem próximo). Mesmo assim, valendo-se de cautela, como em qualquer metrópole, o turista terá horas muito agradáveis visitando estes pontos sugeridos, pois além de serem facilmente acessíveis os preços das entradas são populares. Entretenimento e aprendizado garantido!

Horário recomendado: Procure chegar na Estação da Luz por volta das 10 h. Todo o passeio levará no máximo 4 horas, considerando somente as visitas (monitoradas em alguns casos). Antes de ir procure se informar quanto aos espetáculos na Sala São Paulo e/ou exposições temporárias nos demais acervos e locais. Consulte os sites.

Sugestão para o almoço: Após o passeio certamente "baterá aquela fome"! Portanto, a dica que sugiro é, primeiro, ter um pouco de paciência e seguir os estes passos...
 
a) Reembarque na Estação da Luz ( Linha Azul - Metrô)
b) Sentido Jabaquara
c) Desembarcar na próxima estação "Estação São Bento" (saída "Ladeira Porto Geral)
d) Caminhar até o Mercado Municipal
 
Mercado Municipal
 
Visita obrigatória para turistas de todo o Brasil e de outros países, o Mercado Municipal Paulistano é um dos mais tradicionais pontos gourmet da cidade. E não é para menos. No Mercadão, como é carinhosamente conhecido pelos seus frequentadores, é possível encontrar uma grande variedade de alimentos – de verduras e legumes fresquinhos, passando por carnes, aves, peixes e frutos do mar de todo o tipo, a massas, doces, especiarias e produtos importados de primeira linha. Isso sem falar no espaço gastronômico, que oferece a oportunidade de degustar saborosos pratos ali mesmo, enquanto se aprecia a beleza arquitetônica do Mercadão.
 
 
 
http://www.mercadomunicipal.com.br/index.php?page=home
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Desconsiderar as informações ao lado do mapa acima!


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domingo, 22 de maio de 2011

primeiro o dever, depois a diversão...

Antes da Aventura em Julho, farei uma visita a mais bela entre as belas cidades do mundo...Óbvio que me refiro a antiga capital brasileira: Rio de Janeiro. Todas as minhas visitas por lá foram maravilhosas, cada uma com sua emoção específica. Agora, precisamente no próximo feriado (22 de Julho) terei o dever de conhecer mais ainda esse lugar tão por mim especial... Serei recebido e hospedado por um anfitrião especial. Contarei os detalhes, passo a passo, durante a viagem...

Missão Julho: Montevideo, Colonia, Buenos Aires e Bariloche!

No dia 8 de Julho começarei minha aventura pelo sul da América do Sul, ver neve de perto será a primeira vez... espero ter paciência e disciplina para registrar os encontros, desencontros e toda a emoção nesses lugares. Começarei por aqui:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

vida longa aos cusqueños: preservar também é preciso!

Duvido que encontremos um povo mais acolhedor e amistoso quanto aos moradores daquela que um dia se pensou ser "o umbigo do mundo": a saber, Cuzco, em especial, seu povo, os anacrônicos cusqueños.
Não é de se estranhar que o termo anacrônico seja normalmente adotado de um modo pejorativo, na maioria dos casos para ferir a honra de um povo ou de alguém indiscriminadamente. Pois, num mundo em que o "ontem" virou notícias de "anteontem", em que as pessoas de mais idades são tratadas como sapatos velhos e portanto condideradas descartáveis, enfim, nesse contexto, ninguém quer ser rotulado de anacrônico.
Mas o uso aqui adotado remete a outro sentido, somada, é bem verdade, a uma pretensão provocativa. Afinal, nem toda a mudança deve ser saudada. Certos valores como a prática do acolher bem aquele que chega de outra parte, o permitir ser amigo e parceiro, ainda que as distâncias culturais a princípio dificulte, mas que nunca represente qualquer espécie de preconceito e/ou xenofobia, são expressões de vida que precisamos preservar ou em alguns casos germinar. Nessa matéria, os cusquenõs são mestres.
Estive em Cuzco por quase sete dias. Sim, não são sete anos (como "aquele" que visitou o Tibet), mas foi o suficiente para perceber que uma cidade se torna especial não apenas por seus monumentos, museus e outros atrativos, mas pela forma como seu povo se trata e recebe seus visitantes: em Cuzco me senti como se estivesse no quintal de minha casa!
Se para o forasteiro falta-lhe o ar para suportar as suas longas escadarias, do mesmo modo que, se os impactos imediatos de sua altitude apequena seu visitante, seu povo, em contra partida, aquece os corações daqueles que a encontram e nos faz crêr que em meio a esse "trem desgovernado" que se tornou o mundo, existe um povo que insiste em querer preservar um determinado viver (que só é passado para aquele que não o compreende), uma gente que não desiste de pedir "paciência"...e que um "Holá amigo!" não pode ser usado como uma mera expressão rotineira.
Espero que este mundo ainda pague a devida  "propina"  que deve para esta gente!





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando se perde também se ganha...


Aproveitando esta etapa que considero introdutória sobre este último e mais importante mochilão realizado até aqui, quero deixar uma nota triste dessa maravilhosa viagem.
Evidente que nessa aventura houve uma anseio particular, simples vontade de conhecer por prazer pessoal, como motivo de descanso e/ou forma de escapar do caos da rotina. Mas, além do meu umbigo, havia o interesse em compartilhar toda esta experiência com meus alunos.
Claro que está possibilidade não se esgotou, porém, após o roubo do meu laptop (com todos os vídeos das viagens), praticamente na etapa final do roteiro, as exposições que farei tanto aqui quanto em sala de aula ficarão profundamente prejudicadas.
Tudo transcorria perfeitamente, muito além das expectativas, passavam-se mais de 25 dias e nada de errado ou de desagrado significativo havia ocorrido nos percursos. Pelo contrário, as pessoas, os lugares, os momentos, tudo, a cada dia só melhorava.
Talvez por isso, me sentido tão seguro e feliz (somado ao cansado físico e emocional) cometi a negligência de deixar a mochila na parte de cima do meu assento, naquela que seria a última viagem de ônibus de toda uma longa série. Sem que eu notasse abriram a minha mochila e roubaram o laptop. Após percerber o fato entrei em desespero, tristeza, fiquei mais do que furioso. Pensei, minhas férias terminaram...
No entanto, no dia seguinte, após o apoio dos familiares, dos amigos, percebi que esta perda não poderia me magoar a ponto de me desinteressar pela viagem. É certo que não filmei mais nada, não havia motivação e condição para tal, contudo, a viagem deveria continuar no mesmo ritmo alegre, sereno e especial. Assim continei, com a certeza que guardarei mais os sorrisos que as decepções.
Se roubaram a máquina, esqueceram de levar o que guardo comigo, no meu verdadeiro disco rígido, que não se apagará com a minha morte, mas somente quando estas lembranças ficarem perdidas para sempre entre as pessoas.
Infelizmente não apresentarei nenhum vídeo, mas como consolo, na verdade, como um grandioso consolo, poderei contar com o inestimável trabalho de meu companheiro, o fotógrafo Caio Sousa, que registrou tão bem nossos principais momentos.
Fica a lição para a próxima viagem...Por mais que a situação seja favorável... "um olho no peixe outro no gato" e "canja de galinha não faz mal a ninguém"...atenção!


ao Sr. Henry: mestre inesquecível! (mais homenagens)

Serei incapaz de mensurar o quanto este menino foi especial nesta viagem. Mas tentarei...
Passamos um dia inteiro juntos caminhando pela belíssima Cuzco. Apontando cada detalhe, informando-me das riquezas incas, o jovem Henry demonstrou conhecimento sobre uma época tão remonta, me lançando numa viagem no tempo...narrou sobre guerras, reis, trabalhadores antigos, culturas admiráveis, e muito mais do que isso, sintetizou o melhor de um país, onde mesmo contendo profundos problemas sociais, possui riquezas incalculáveis.
Henry foi um surpresa encantadora. Me abordou, simples, com sua caixa de engraxate... (existem filósofos que vivem como engraxates e engraxates que vivem como filósofos...!) Caminhamos pelo centro, pelas ruínas...ele sempre sorridente, compartilhando tudo...nada escapava ao seu olhar: uma simples árvore, uma calçada...bastava para começar um nova explicação. Morador de uma região afastada do centro, de família pobre, trabalhava todos os dias para ajudar no orçamento familiar: relatava sobre sua vida, seus pais e irmãos sempre com alegria...Me pediu em troca apenas uma "pelota", eu lhe dei camisas de futebol e dinheiro e ele se comprometeu em entregá-lo aos seus pais.
Henry você é uma criança incrível e meu sonho é reecontrá-lo. Eu lhe disse pra estudar, trabalhar e juntar "prata" e quem sabe (oxalá) me visitar no Brasil.
De tudo que me ensinou, nada fora mais importante do que toda a TERNURA e o seu CARINHO dedicados a mim.
Obrigado, meu professor! (amigo...)

pinceladas de Caio Sousa: tem muito mais!

no topo de Wayna Picchu (Machu Picchu, Peru)


ao fundo, Lago Titicaca (Puno, Peru)

Canyon Colca (Arequipa - Peru)